escrevemos o que nos pedir

Biografias, homenagens, livros, mini- histórias de amor, poemas, contos infantis exclusivos e personalizados, contos para adultos, tudo o que sonhar. Também fazemos revisão de textos e trabalhos.

Conheça os serviços que temos para si.

reportagens

Antena 1

RTP1

Terras do Homem

Diário do Minho






arquivos

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Setembro 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

pesquisar
 
subscrever feeds





advertência

O conteúdo deste blogue não pode ser reproduzido, total ou parcialmente, nem as ideias nele contidas, conforme explícito na lei, incorrendo o prevaricador num ilícito penal grave.

09/03/2011
Regionalismos
Palavras, palavronas, palavrões. Todas contam? Todas são? Gosta-se? Desgosta-se? Existem. Ponto final.

Mais uma caminhada pela aldeia. Três quilómetros por quelhos, trilhos, atalhos. Os cães ladram. As ovelhas ainda pastam e há três muito branquinhas sentadas no chão. São bebés. Bolinhas de lã muito branca. Destacam-se no meio das grandes, algumas castanhas de focinho muito escuro. Olham-me sem curiosidade e depois fogem em bando. Nem sabem porque fogem. Talvez porque as minhas vestes são de cor imprópria para ovelhas. Cor- de-rosa. Só nos livros. Nos sonhos. Na vida delas, há uma intrusa, diferente. Há que fugir ou investir nela de chifres em riste. Ou orelhas. Porque sim.  Mas elas debandam. Fogem e eu penso que os bandos são assim. Não sabem porque fogem, sequer. Vêem a primeira ovelha a fugir e imitam-na. Nem que a primeira se atire de um penhasco.
Um homem agarrado a uma enxada, está parado, quase estátua, a ver-me passar. É magro, velho, pele curtida, farto bigode branco. Usa uma bóina suja e cinzenta. O pullover tem losangos em relevo. Não reparo nas mãos, mas devem ser mãos de trabalho. Preparo-me para lhe dar os bons dias. Não esboço sorrisos porque a boa educação dispensa sorrisos. Um cão ladra com voz que evidencia um cão pouco macho, mais bibelô. Cão de trazer debaixo da axila. E ele ladra com o seu ladrar fininho. O homem não se mexe, desentorpece a língua e deixa sair rouca e lentamente, olhando de esguelha o seu companheiro de quatro patas: "Vê lá se queres que te foda os cornos".


Imagem tirada da Net


Estamos em casa. Aqui não há palavras de baixo calão. Há palavras. Não necessariamente rudes, obscenas. Às vezes só palavras. Palavrões, vá.


publicado por projectcyrano às 12:54
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

A marca Projecto Cyrano está registada no INPI desde Dezembro de 2010.
os nossos livros

O Casamento do Drgão

Um conto medieval para dois irmãos


Amor em Africa

Um amor para sempre


João e Benjamim

Conto para um avô


Blog em livro

Mais um blog


Para ti, João Pedro

Prenda para um filho


Um sonho para mim

Vida e amor


Povo pequenino

Outro conto infantil


O primeiro conto

O primeiro conto escrito pelo Projecto Cyrano


Um blog de amor

Blog em livro


Em nome do amor

Trinta páginas mais dez de fotos