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31/05/2011
Cegueira voluntária
O pior cego é o que não quer ver. O que não quer ver as coisas bonitas da vida. O que dá desprezo às más para não ter que se preocupar com elas. Pessoas assim passam no mundo como uma brisa.


publicado por projectcyrano às 16:11
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27/05/2011
Jornal
O Cyrano na Imprensa: clique AQUI.


publicado por projectcyrano às 14:45
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26/05/2011
Quando o amor queima
"Ele entregou-lhe um pacote pequeno e pesado, envolto em papel colorido. O ritmo dos merengues fazia-se ouvir como um embalo. Estavam no centro do País. No coração de Angola. Os deuses deviam estar a vê-los de cima e a chorar por todos eles, os que haviam de sofrer com as feridas da guerra. As feridas emocionais, as reais, as feridas no património. As feridas do adeus. As feridas das saudades. As feridas dos mortos. Dos vivos. De todos. A Terra girava e eles ali estavam em Silva Porto, um dos nove municípios do Bié. Espalhados à volta estavam o Andulo, Chinguari, Camacupa, Chitembo, Kunhinga, Nharêa, Kuemba, Catabola, numa área total de 70 mil quilómetros quadrados. Tudo no mundo continuava a sua evolução e eles ali, com o tempo parado, suspenso, à espera de um milagre que fizesse mudar o rumo das coisas. Nunca, no entanto, julgaram que seria tão mau. E porque é que naquele dia, naquele instante, em que o mundo parou para bombear o seu amor, eles não combinaram uma estratégia para uma eventual tragédia. Ela abriu o pacote, viu a caixa de jóias, linda, maciça, perfeita. Quase julgou que João lhe entregava o próprio coração ali dentro. Deixou sair as lágrimas que estavam presas dentro de si e chorou no ombro dele, em silêncio, pelo tempo que lhe apeteceu. Mas não falaram do que ia dentro deles, dos medos. Falaram apenas do amor que os unia. Isso parecia bastar-lhes, naquele momento.
    "E assim Portugal entrega Angola aos angolanos, depois de quase 500 anos de presença, durante os quais se foram cimentando amizades e caldeando culturas, com ingredientes que nada poderá destruir. Os homens desaparecem, mas a obra fica. Portugal parte sem sentimentos de culpa e sem ter de que se envergonhar. Deixa um país que está na vanguarda dos estados africanos, deixa um país de que se orgulha e de que todos os angolanos podem orgulhar-se".
Palavras do Alto Comissário e Governador- Geral de Angola, almirante Leonel Cardoso, no dia 10 de Novembro de 1975, proclamando a independência de Angola em nome do Governo Português. A medida entrou em vigor no dia seguinte e foi a oficialização da entrega do País ao povo angolano. Por esses dias, nos meses anteriores e subsequentes meio milhão de portugueses nas colónias tentavam regressar a Portugal, em fuga. João e Helena fugiram para sítios diferentes e encontraram refúgio em países distintos. Foi um desencontro de uma vida. A dor mais pungente- deixar amigos, deixar a terra-mãe, deixar para trás o amor".
Retornados das colónias


*Excerto de uma história de vida. 


publicado por projectcyrano às 17:04
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24/05/2011
Verdades incontornáveis
Poema

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas).
Álvaro de Campos


publicado por projectcyrano às 13:35
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20/05/2011
Apropriamo-nos
a toda a hora das coisas que os outros acham belas. Ouça esta: soa a paz.


publicado por projectcyrano às 15:34
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As palavras são como as cerejas

como diz o escritor Vergílio Alberto Vieira. São belas, podem ser doces, ofertam-se, recebem-se, são muitas ali a brilhar no cesto, todas juntinhas, reluzentes, de ar feliz, pedem-se umas às outras, chamam o Verão, os pés descalços, os brincos de cereja. As palavras são como as cerejas. Queremos sempre mais e mais. E aquelas de que não gostamos, sejam os caroços de que nos livramos sem hesitar. 

Uma música para si nesta sexta- feira: AQUI


publicado por projectcyrano às 11:39
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19/05/2011
Avós
Os nossos avós são tesouros. Devemos-lhe amor, respeito, devoção. Ofereça-lhes a história da sua vida, com as páginas que quiser. Imortalize-os, levando-os até outras gerações. É um projecto bonito: mimar os que amamos, enquanto os temos cá. E mesmo que não lhes ofereçamos nada material,  amemo-los como merecem. Sempre.

"O que avó sente por neto é difícil de descrever. Parece amor estendido no tempo, para o filho do meu filho, amém. Herança cravada na história, o neto é a continuidade do nome, fruto de uma árvore genealógica que promete perdurar. Dá sentido de perpetuidade, que invade quem se percebe cada vez mais finito e provisório, alertado pela decadência do corpo, morada cada vez mais frágil de um espírito cada vez mais livre.

Quem é avó sabe o quanto errou como mãe, inevitável. Ter neto é a sua redenção. Com o neto, a avó é mãe melhorada. Educa melhor porque tem sabedoria.


Não precisamos ficar velhos para lamentar não ter curtido a infância e a adolescência de nossos filhos. Amemos nossos filhos como se deles fôssemos avós".

*Excertos do texto Amor de Avó, por Roberto Patrus-Pena


publicado por projectcyrano às 11:22
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16/05/2011
Há no amor uma ausência
Ai de quem ama

Quanta tristeza

Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida

Amar é triste

O que é que existe?
O amor

Ama, canta

Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade

Amar sozinho

Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus


Vinícius de Moraes


publicado por projectcyrano às 15:15
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11/05/2011
deslumbramento






publicado por projectcyrano às 18:12
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10/05/2011
Alucinação
Se, ao entrar nesta página, ouvir um sininho, não se assuste. Não está em delírio e não há nenhum fantasma em sua casa (em princípio). Trata-se do som do Projecto Cyrano a chamar-nos ao trabalho. Tal e qual um pastor a chamar o seu rebanho. E também cumpre um papel apaziguador. Se o achar irritante, talvez tenha também razão.


publicado por projectcyrano às 11:19
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A marca Projecto Cyrano está registada no INPI desde Dezembro de 2010.
os nossos livros

O Casamento do Drgão

Um conto medieval para dois irmãos


Amor em Africa

Um amor para sempre


João e Benjamim

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Para ti, João Pedro

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