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02/04/2012
Um sorriso custa um conto

 

 Excerto de um conto de Dulce Lopes. Se gosta do estilo fresco, irreverente, com um sentido de humor que quebra regras, ela pode escrever um conto só para si. Ouse.

 

A mancha de tinta que queria ir ao casamento do Zé

A mancha de tinta (azulinha, bonita!) tinha acabado de chegar às calças de cerimónia de D. Zulmira, que era pintora de renome. Nesse dia, desastrada, dera por concluída uma obra de arte e tirara a bata. Estava quase pronta para o casamento do seu Zé, o filho mais velho. Que emoção! Limpou uma lágrima e, com o cotovelo, deitou abaixo a paleta com que tinha estado a pintar. A manchinha de tinta - zás - embora para as calças, embora para o casamento do Zé, que também sou gente!

Infelizmente a D. Zulmira não tinha a mesma opinião. Deitou as mãos à cabeça:
- Ai a minha vida! E agora? Uma ocasião destas! (...) foi a correr à lavandaria, a pedir por tudo à funcionária, pela sua rica saudinha, que é hoje o casamento do meu filho, veja se me tem as calças prontas daqui a uma hora!
A menina mancha de tinta pensou de si para consigo: "Essa agora!, eu, uma mui nobre mancha de tinta azul a que muitos críticos haviam de tecer rasgados elogios se vissem num quadro da D. Zulmira, havia de valer menos numas calças de cerimónia da mesma D. Zulmira?! (...) e sussurrou-lhe em esperanto, que é uma língua universal que toda a gente percebe menos eu, tu e a D. Zulmira:
- É que nem te atrevas a fazer-me mal, ouviste? Se me tiras deste tecido, instalo-me no teu nariz, que não hás-de poder lavar a seco!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 



publicado por projectcyrano às 14:24
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1 comentário:
De Dulce a 3 de Abril de 2012 às 16:17
Obrigada, Luz! :)


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